As festividades alusivas ao Carnaval saem à rua, em Alfândega da Fé,
entre 8 e 12 de fevereiro. As comemorações abrangem, assim, o fim de
semana que antecede o dia de Carnaval e culminam no dia 12 com a Queima
do Entrudo. Esta é uma das tradições associadas a esta quadra festiva,
que a Câmara Municipal quer ver recuperada.
A destruição pelo fogo do Entrudo era um dos pontos altos do Carnaval na
sede do concelho, simbolizava também a passagem a um novo ciclo, servia
como uma purga para os males, anunciava o fim do inverno e a chegada da
primavera. Um rito que, este ano, Alfândega da Fé volta a celebrar.
Para além disso, vai ter lugar o já tradicional Cortejo de Carnaval, que
vai realizar-se no domingo gordo (10 fevereiro) e terça –feira (12
fevereiro). Os Cortejos prometem a habitual folia e sátira, procurando
envolver toda a comunidade nestes festejos. A ideia é que todas as
freguesias se façam representar, principalmente, no desfile de domingo,
deixando espaço para que a terça-feira de carnaval continue a ser
celebrada em cada freguesia.
A juntar a tudo isto o habitual desfile das escolas do concelho (8de
fevereiro) e o Jantar/Baile de Carnaval no Hotel & SPA (11
fevereiro).
Neste fim de semana de folia outras iniciativas marcam a agenda cultural
Municipal, como a exibição na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, no
dia 9 de fevereiro, de duas peças de teatro. Os espetáculos são do
grupo de Teatro Amador Mondinense e têm destinatários diferentes. À
tarde (15h) a peça infantil “Passos de música, caminhos de água”,
direcionada para crianças, às 21.30h, para o público geral, sobe ao
palco “O Bordel”, uma adaptação inédita da obra “Os Pintores não têm
Recordações”, de Dário Fo.
O programa detalhado do Carnaval 2013 será divulgado oportunamente.
Fonte: Câmara Municipal de Alfândega da Fé
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Multidão na rua contra o encerramento do tribunal de Alfândega da Fé
Os alfandeguenses saíram esta manhã de segunda-feira à rua em protesto contra o anuncio
do encerramento do tribunal do concelho, incluído na lista dos 54 que
segundo a nova proposta do mapa judiciário deverão encerrar.
Os populares consideram que perder mais um serviço é
uma machadada no concelho e mais um passo para "fechar o interior",
acusaram através dos cartazes que empunhavam.
O acesso à justiça vai ser mais difícil, apesar de ainda não se saber se Alfândega da Fé vai passar a ser servido pelo Tribunal de Torre de Moncorvo ou pelo de Bragança.
"Não há transportes com horários adequados para podermos resolver os assuntos. Seremos obrigados, quem não tiver carro próprio, a recorrer ao táxi e levar as testemunhas. É um grande transtorno e um gasto de dinheiro", explicou António Silva, residente no concelho.
Berta Nunes, autarca de Alfândega da Fé, garante que está satisfeita porque alguns concelhos vão manter o tribunal ao contrario do anunciado, no entanto não se conforma com o fim do serviço da vila que lidera.
"Não faz sentido. Não percebemos quais os critérios que estão na origem da proposta. A ministra da Justiça ainda não explicou o que vai melhorar na justiça com o fim de alguns tribunais", explicou a edil.
O acesso à justiça vai ser mais difícil, apesar de ainda não se saber se Alfândega da Fé vai passar a ser servido pelo Tribunal de Torre de Moncorvo ou pelo de Bragança.
"Não há transportes com horários adequados para podermos resolver os assuntos. Seremos obrigados, quem não tiver carro próprio, a recorrer ao táxi e levar as testemunhas. É um grande transtorno e um gasto de dinheiro", explicou António Silva, residente no concelho.
Berta Nunes, autarca de Alfândega da Fé, garante que está satisfeita porque alguns concelhos vão manter o tribunal ao contrario do anunciado, no entanto não se conforma com o fim do serviço da vila que lidera.
"Não faz sentido. Não percebemos quais os critérios que estão na origem da proposta. A ministra da Justiça ainda não explicou o que vai melhorar na justiça com o fim de alguns tribunais", explicou a edil.
Por outro lado, diz que a Associação Nacional de Municípios
Portugueses tem em seu poder um estudo que prevê o encerramento de
repartições de Finanças, no qual está incluída a de Alfândega da Fé.
"O esvaziamento de serviços importantes pode ser o princípio para começar a extinguir municípios ou para os agregar com outros", referiu.
O Tribunal de Alfândega da Fé não tem juiz nem procurador, deslocam-se de outros tribunais, mas para a autarca o serviço tem uma carga simbólica muito grande, pelo que se encerrar isso terá impacto na população. Por ano este tribunal tem orçamento de 8.900 euros.
A nova proposta de reorganização do mapa judiciário do Ministério da Justiça prevê a extinção de cinco tribunais no distrito de Bragança, nomeadamente Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Miranda do Douro, Vimioso e Vinhais.
Ficando de fora o tribunal de Vila Flor, que tinha sido dado para encerrar na primeira proposta.
Também hoje vão manifestar-se na rua as populações dos concelhos de Carrazeda de Ansiães, esta tarde, e de Miranda do Douro, à noite, com início às 21 horas.
Glória Lopes
Jornal de Notícias
"O esvaziamento de serviços importantes pode ser o princípio para começar a extinguir municípios ou para os agregar com outros", referiu.
O Tribunal de Alfândega da Fé não tem juiz nem procurador, deslocam-se de outros tribunais, mas para a autarca o serviço tem uma carga simbólica muito grande, pelo que se encerrar isso terá impacto na população. Por ano este tribunal tem orçamento de 8.900 euros.
A nova proposta de reorganização do mapa judiciário do Ministério da Justiça prevê a extinção de cinco tribunais no distrito de Bragança, nomeadamente Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Miranda do Douro, Vimioso e Vinhais.
Ficando de fora o tribunal de Vila Flor, que tinha sido dado para encerrar na primeira proposta.
Também hoje vão manifestar-se na rua as populações dos concelhos de Carrazeda de Ansiães, esta tarde, e de Miranda do Douro, à noite, com início às 21 horas.
Glória Lopes
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