Voltar a Alfândega da Fé é sempre bom, mas confesso que já andava com muita vontade de percorrer algumas estradas e caminhos do concelho, convencido de que encontraria um colorido muito característico das terras de maior altitude em época de Outono.
Mo dia 30 fui a Alfândega da Fé para participar no Workshop de Micologia. Embora o assunto até me desperte bastante interesse, não era estar fechado na Casa da Cultura que me entusiasmava mais, mas sim percorrer os campos, verificar se as minhas desconfianças à cerca das tonalidades de outono se verificavam.
Para isso fui muito cedo, decidido a aproveitar o tempo. Entrei no concelho pela Estrada Nacional 315 (Mirandela). Questionei-me onde realmente se iniciaria o termo do concelho, mas essa foi uma dúvida que esclareci mais tarde. Durante muito tempo pensei que o concelho começaria junto ao atual IP2, mas agora sei que não.
Subir a serra de Bornes às primeiras horas da manhã, mesmo com uma grande geada, foi a primeira compensação pelo despertar atempado. A vista do vale desde a pousada de Nossa Senhora das Neves e as casas de Covelas por entre o colorido das folhas dos castanheiros já convidavam-me a passar por ali o resto do dia, mas o destino era outro. Após algumas fotografias rápidas rumei à vila onde cheguei com tempo para um passeio na geada do Parque Verde.
Às 10 da manhã começaram a juntar-se os participantes no Workshop. Durante a manhã estava prevista uma saída de campo para recolha de exemplares de cogumelos. A acompanhar os participantes estariam três membros da Associação Xixorra, que ajudariam na identificação. Não fazia a ideia do local onde íamos procurar os cogumelos mas quando o carro partir de novo em direção a Sambade tive a esperança que fossemos à Serra. Acabámos por ir para Vales, local integrado no Trilho de Alvazinhos, que iríamos seguir parcialmente.
O grupo não era grande, mas não faltavam as cestas para a recolha de cogumelos. Só eu... não levava mais do que a máquina fotográfica.
Ainda na aldeia de Vales foi feito um pequeno aquecimento e partimos em direção a Alfândega (e aos pinhais).
Confesso que a procura dos cogumelos não me interessou grandemente. A época já vai adiantada para os que crescem nos castanheiros e o ano foi seco. Nos pinhais, ainda jovens, não havia humidade nenhuma. Dos poucos que encontrei, metade deles estava seca. Para piorar as coisas os pinhais onde fomos foram lavrados à relativamente pouco tempo.
Como a quantidade não era importante, a cada espécie nova, comestível ou não, fazíamos uma paragem para ouvir os especialistas. Foram apresentados alguns conceitos sobre as características dos fungos em geral e dos cogumelos em particular. Ficámos também a conhecer o significado de píleo, volva, estipe, anel, micélio, ... tudo termos essenciais a quem se interessa pela micologia. Confesso que estava mais interessado em espreitar em direção a Pombal, na ânsia de poder ver o belo vale da Vilariça, com o sol tímido a espelhar-se na albufeira de Vilarelhos. Não consegui arranjar bons miradouros, mas ainda consegui apanhar algumas espécies de cogumelos.
Sem ser em direção ao vale a paisagem também era admirável. Os castanheiros estão cheios de folhas de mil tons de outono e as cerejeiras desafiam todas as outras espécies com o tom vermelho vivo das suas folhas. As videiras já perderam as folhas, mas oliveiras carregadas de frutos também se destacam na paisagem.
As pessoas espalharam-se pelos pilhais e a busca começou a dar os seus frutos. Dos cogumelos que conheço destaco as sanchas (Lactarius deliciosus), os canários/míscaros (Tricholoma equestre), os moncosos (Suillus bellinii) e os rócos (Macrocepiota procera), foram alguns dos que encontrámos. Dos perigosos aparecem vários Amanitas. Fiquei a saber que afinal não são tão mortais como se pensa...
O melhor da apanha foi a chegada de dois amigos que tinham escolhido outro local e que vinham carregados (vários sacos) de sanchas. Além de distribuírem o fruto da sua apanha, ainda nos conduziram ao pinhal onde tinham andado e que trouxe alguma alegria ao grupo.
Pelo caminho passámos pelo parque infantil/de merendas de Alvazinhos. Despertou-me a curiosidade este local. Pode ser que seja um bom local para visitar noutra altura do ano.
O mini-autocarro do município "apanhou-nos junto à Quinta de Alvazinhos já depois da uma e meia da tarde. Regressámos à vila, onde decorreram as restantes atividades do encontro, nomeadamente a degustação de várias utilizações de cogumelos e o Workshop de Micologia.
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Trilho do Sabor
Já foi há mais de um ano (Abril de 2011) que fiz a minha primeira caminhada por terras do concelho de Alfândega da Fé. Tenho estado atento, já me preparei para outras caminhadas, mas a minha participação nunca chegou a efetivar-se. Por isso, foi muito bom poder participar, juntamente com um colega de Vila Flor, na caminhada no Trilho do Sabor que aconteceu no dia 28 de Outubro de 2012.
O nome é sugestivo: Trilho do Sabor. O nome sugeria-me Santo Antão da Barca, Picões, Ferradosa, Cabreira ... confesso que ainda não tenho uma visão mental do concelho. Quando soube que a caminhada iria iniciar em Parada e terminaria no Santuário de Santo Antão da Barca, fiquei duplamente contente. Parada é uma aldeia totalmente desconhecida para mim e seria uma boa oportunidade de a conhecer. Quanto ao santuário, há mais de uma década que ando com vontade de lá ir e o tempo para realizar esse desejo começa a escassear.
Às nove da manhã estávamos no Posto de Turismo, local de onde sairia o transporte coletivo com destino a Parada. Os participantes eram poucos, cerca de uma dúzia. Não sei se foi o tempo incerto ou se foi o facto de ser necessário levar merenda para a realização de um piquenique que desmotivou os caminheiros, mas só contam os que aparecem.
Viajámos até ao local de início pela estrada antiga, também pelo passeio. Andam a fazer uma nova ponte na Ribeira do Zacarias! Será que é por causa do nível da água da Barragem do Sabor? A quota deve ser aproximadamente de 200 metros de altitude. Subimos aos 550 metros de altitude onde se situa Parada. Para tristeza minha atravessámos a aldeia nas carrinhas, porque a caminhada e as marcações do trilho iniciam-se na extremidade sul da aldeia, mesmo na periferia. Tenho muita pena que assim seja porque tinha entendido que uma das coisas que se pretendia com os trilhos era dar vida às aldeias, contactar com as pessoas e conhecer as localidades. A igreja também estava ali próxima, mas, para não me separar do grupo, acabei também por não a visitar.
O trilho está classificado como de Pequena Rota, linear, com interesse paisagístico. Tem a extensão de 5, 8 km e a duração prevista de 2 horas. O grau de dificuldade é Fácil.
Todo o percurso é feito a descer, uma vez que se inicia a mais de 500 metros de altitude para terminar junto às águas do rio Sabor.
Altura do ano não é a mais propícia para a observação da flora, nem da fauna, que são elementos que enriquecem este percurso. Não podemos esquecer que a bacia do Sabor é área classificada integrando a Rede Natura 2000 (embora a EDP e políticos locais não queiram saber nada disso).
Parte do percurso é feita perto de terrenos de cultivo. É zona de oliveiras e estas árvores são muito abundantes à saída de Parada, onde encontrámos umas curiosas alminhas. Pouco tempo depois, ainda com a aldeia à vista, encontrámos um moinho. Ainda está bastante conservados com a maior pare das peças colocadas, embora já não funcionais.
A certa altura do percurso, numa zona chamada Prado vimos algumas estruturas estranhas presas nos sobreiros. Depois de muita especulação do que seria chegámos à conclusão que eram esconderijos artificiais para morcegos! Tratava-se possivelmente de algum estudo relacionada com a Barragem.
Avista-se depois a ponte Sardão-Meirinhos, agora integrando o IC5. A vista alargou-se e o peito encheu-se de ar fresco vindo do fundo do vale. O local de destino é avistado a longa distância adivinhando-se o resto do percurso. Surgem zimbros, cornalheiras, estevas, giestas, roselhas e arruda. Pensava encontrar espinheiros e medronheiros, mas não vi rasto deles.
Quando o traçado se aproxima do leito do rio o caminho lá lugar a um estreito trilho, só percorrível a pé. É a zona mais bonita do percurso, ao longo do leito do rio, para jusante. O rio levava pouca água. Era fácil transpo-lo.
Quase sem darmos por isso, chegámos ao destino. Imaginava que no santuário apenas existiria uma pequena capela e um largo espaço aberto, a realidade é um pouco diferente. A capela é bastante grande, voltada para nascente (e para o rio), com um espaçoso adro. Em volta e a algumas centenas de metros há varias casas de habitação e cortes para animais. Há sombras, assadores e muito espaço para estacionamento. Há também uma fonte de mergulho, que ainda tem água.
Não foi possível visitar a capela. A chave já foi entregue à empresa que a vai desmantelar para a montar num espaço que está a ser criado a uma quota superior. Assim, limitei-me a fazer uma série de registos fotográficos em redor, para mais tarde recordar.
O mini-autocarro do Município já estava no local com os nossos farnéis. Ainda houve quem acendesse um lume e assasse pedaços de cheirosa carne. A bota de vinho que levei rapidamente ficou vazia, mas alguém se lembrou de levar um garrafão!
Estendeu-se o farnel e saborearam-se os "petiscos". Uma simples sandes, ou uma peça de fruta, têm mais sabor quando comidos ao ar livre e após uma caminhada. Mas não faltaram iguarias: azeitonas de Gouveia, queijo da Cardanha, bolos, folar, pão caseiro, panados, marmelada, etc. Sem pressas, com o estado do tempo a ajudar, o momento foi saboreado como deve ser.
Terminado o repasto descemos ao rio. Foi por curiosidade para vermos a água de perto. Entre lamentos da perda do e expressões de euforia pela chegada do progresso, cada um ficou na sua, porque havia convicções muito diferentes.
De regresso a Alfândega da Fé, já no autocarro, ainda parámos no local para onde vai ser transladada a capela. Há vários espaços terraplanados, mas não deu para adivinhar a localização ou orientação da capela.
As obras estão a avançar a bom ritmo e brevemente o espaço começará a ganhar forma.
Chegámos à vila perto das três da tarde.
A caminhada foi apenas um curto passeio, mas só pela paisagem valeu bem a pena. O convívio entre os participantes e troca de farnéis também foram aspetos muito positivos deste trilho. Claro que em noutras alturas do ano haverá muito mais atrativos em termos de paisagem e de seres vivos, mas cada estação do ano tem a sua beleza própria.
O nome é sugestivo: Trilho do Sabor. O nome sugeria-me Santo Antão da Barca, Picões, Ferradosa, Cabreira ... confesso que ainda não tenho uma visão mental do concelho. Quando soube que a caminhada iria iniciar em Parada e terminaria no Santuário de Santo Antão da Barca, fiquei duplamente contente. Parada é uma aldeia totalmente desconhecida para mim e seria uma boa oportunidade de a conhecer. Quanto ao santuário, há mais de uma década que ando com vontade de lá ir e o tempo para realizar esse desejo começa a escassear.
Às nove da manhã estávamos no Posto de Turismo, local de onde sairia o transporte coletivo com destino a Parada. Os participantes eram poucos, cerca de uma dúzia. Não sei se foi o tempo incerto ou se foi o facto de ser necessário levar merenda para a realização de um piquenique que desmotivou os caminheiros, mas só contam os que aparecem.
Viajámos até ao local de início pela estrada antiga, também pelo passeio. Andam a fazer uma nova ponte na Ribeira do Zacarias! Será que é por causa do nível da água da Barragem do Sabor? A quota deve ser aproximadamente de 200 metros de altitude. Subimos aos 550 metros de altitude onde se situa Parada. Para tristeza minha atravessámos a aldeia nas carrinhas, porque a caminhada e as marcações do trilho iniciam-se na extremidade sul da aldeia, mesmo na periferia. Tenho muita pena que assim seja porque tinha entendido que uma das coisas que se pretendia com os trilhos era dar vida às aldeias, contactar com as pessoas e conhecer as localidades. A igreja também estava ali próxima, mas, para não me separar do grupo, acabei também por não a visitar.
O trilho está classificado como de Pequena Rota, linear, com interesse paisagístico. Tem a extensão de 5, 8 km e a duração prevista de 2 horas. O grau de dificuldade é Fácil.
Todo o percurso é feito a descer, uma vez que se inicia a mais de 500 metros de altitude para terminar junto às águas do rio Sabor.
Altura do ano não é a mais propícia para a observação da flora, nem da fauna, que são elementos que enriquecem este percurso. Não podemos esquecer que a bacia do Sabor é área classificada integrando a Rede Natura 2000 (embora a EDP e políticos locais não queiram saber nada disso).
Parte do percurso é feita perto de terrenos de cultivo. É zona de oliveiras e estas árvores são muito abundantes à saída de Parada, onde encontrámos umas curiosas alminhas. Pouco tempo depois, ainda com a aldeia à vista, encontrámos um moinho. Ainda está bastante conservados com a maior pare das peças colocadas, embora já não funcionais.
A certa altura do percurso, numa zona chamada Prado vimos algumas estruturas estranhas presas nos sobreiros. Depois de muita especulação do que seria chegámos à conclusão que eram esconderijos artificiais para morcegos! Tratava-se possivelmente de algum estudo relacionada com a Barragem.
Avista-se depois a ponte Sardão-Meirinhos, agora integrando o IC5. A vista alargou-se e o peito encheu-se de ar fresco vindo do fundo do vale. O local de destino é avistado a longa distância adivinhando-se o resto do percurso. Surgem zimbros, cornalheiras, estevas, giestas, roselhas e arruda. Pensava encontrar espinheiros e medronheiros, mas não vi rasto deles.
Quando o traçado se aproxima do leito do rio o caminho lá lugar a um estreito trilho, só percorrível a pé. É a zona mais bonita do percurso, ao longo do leito do rio, para jusante. O rio levava pouca água. Era fácil transpo-lo.
Quase sem darmos por isso, chegámos ao destino. Imaginava que no santuário apenas existiria uma pequena capela e um largo espaço aberto, a realidade é um pouco diferente. A capela é bastante grande, voltada para nascente (e para o rio), com um espaçoso adro. Em volta e a algumas centenas de metros há varias casas de habitação e cortes para animais. Há sombras, assadores e muito espaço para estacionamento. Há também uma fonte de mergulho, que ainda tem água.
Não foi possível visitar a capela. A chave já foi entregue à empresa que a vai desmantelar para a montar num espaço que está a ser criado a uma quota superior. Assim, limitei-me a fazer uma série de registos fotográficos em redor, para mais tarde recordar.
O mini-autocarro do Município já estava no local com os nossos farnéis. Ainda houve quem acendesse um lume e assasse pedaços de cheirosa carne. A bota de vinho que levei rapidamente ficou vazia, mas alguém se lembrou de levar um garrafão!
Estendeu-se o farnel e saborearam-se os "petiscos". Uma simples sandes, ou uma peça de fruta, têm mais sabor quando comidos ao ar livre e após uma caminhada. Mas não faltaram iguarias: azeitonas de Gouveia, queijo da Cardanha, bolos, folar, pão caseiro, panados, marmelada, etc. Sem pressas, com o estado do tempo a ajudar, o momento foi saboreado como deve ser.
Terminado o repasto descemos ao rio. Foi por curiosidade para vermos a água de perto. Entre lamentos da perda do e expressões de euforia pela chegada do progresso, cada um ficou na sua, porque havia convicções muito diferentes.
De regresso a Alfândega da Fé, já no autocarro, ainda parámos no local para onde vai ser transladada a capela. Há vários espaços terraplanados, mas não deu para adivinhar a localização ou orientação da capela.
As obras estão a avançar a bom ritmo e brevemente o espaço começará a ganhar forma.
Chegámos à vila perto das três da tarde.
A caminhada foi apenas um curto passeio, mas só pela paisagem valeu bem a pena. O convívio entre os participantes e troca de farnéis também foram aspetos muito positivos deste trilho. Claro que em noutras alturas do ano haverá muito mais atrativos em termos de paisagem e de seres vivos, mas cada estação do ano tem a sua beleza própria.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Trilho da Serra de Bornes
Sem saber bem como, veio parar ao meu email uma mensagem que publicitava uma caminhada na serra de Bornes, no dia 30 de Abril. Gosto de caminhar, e faço-o com regularidade, mas fazê-lo no alto da serra, pareceu-me uma oportunidade a não perder.
Tratei da minha inscrição na caminhada, pelo telefone, junto do gabinete de Turismo da autarquia e, no dia marcado, tive de me levantar um pouco mais cedo para chegar atempadamente ao Hotel & SPA, um dos pontos de encontro dos participantes.
Logo à saída de Vila Flor comecei a achar que ia ser um dia em cheio. Estava um dia daqueles que ninguém escolheria para fazer uma caminhada no alto da serra, mas estas coisas não se adivinham. Parei inúmeras vezes antes de chegar ao sopé da serra. O nevoeiro quer no vale do Tua quer no da Vilariça, emprestava à paisagem um ar cénico, algo tenebroso, mas bonito. Estava tudo molhado e a chuva nunca se afastou.
Fui o primeiro a chegar ao local do encontro junto do Hotel. A maior parte dos participantes viria da Vila e iriam concentrar-se junto ao posto do Turismo.
Aproveitei para dar um passeio pelas imediações do Hotel e tirar algumas fotografias.
Pouco depois chegaram os restantes participantes. Fomos transportados para o alto da Serra para darmos início à caminhada. Julgo que se tratou da abertura de mais um trilho integrado na rede de percursos pedestres sinalizados pela autarquia de Alfândega da Fé. Este trilho denominado Trilho da Serra de Bornes, é um trilho de Pequena Rota, circular, com 8,9 km de extensão. Estes dados fui-os sabendo ao longo do percurso, nas conversas que mantive com vários participantes.
Mal a caminhada começou, recomeçou a chover e, penso que choveu durante toda a manhã. Os primeiros 2 Km são ao longo da crista da serra, por um estradão que dá acesso aos geradores de energia eólica. Não foi fácil manusear a máquina fotográfica só com uma mão, enquanto a outra segurava o guarda-chuva, mas foi o que fiz durante todo o percurso.
Como sempre, tudo na berma do caminho despertava a minha atenção, mas fiz os possíveis por não me afastar do grupo. A solução foi caminhar mais rapidamente que os restantes e depois aproveitar, enquanto esperava pelo grupo, fotografar a flora da serra. A minha ambição era encontrar alguma orquídea selvagem ou outras espécies interessantes, por isso prestei muita atenção a tudo à minha volta.
O grupo de participantes na caminhada, 24, era muito heterogéneo em idades. Pareceu-me que quase todos se conheciam e já tinham participado em caminhas anteriores, que foram comentando uns com os outros.
Eu aproveitei para conversar pessoas da organização, para saber como é que este conjunto de trilhos tinha surgido e das actividades já realizadas e das futuras.
Uma das preocupações no traçado dos percursos é a inclusão de núcleos urbanos, neste caso Vila Nova, da freguesia de Sambade.
Foi precisamente ao atravessar este pequeno lugar que me comecei a entusiasmar com as fotografias. Primeiro porque havia muitos castanheiros e caminhos muito bonitos ladeados por vegetação, depois porque os habitantes da aldeia com que nos cruzámos nos olhavam com curiosidade mas com muita simpatia.
É neste ponto que o percurso deixa de ser em descida (dos mais de 1100 metros aos 850 metros de altitude) e passa a ser em subida, terminando no alto da Serra, à mesma altitude a que foi iniciado.
Gostei mais da metade ascendente, apesar de chover com mais intensidade. No ribeiro, no centro de Vila Nova, algumas flores despertaram a minha atenção, mas não tive tempo suficiente para as fotografar. Felizmente voltei a encontrá-las. As duas espécies mais interessantes que encontrei foi a Aquilégia, de que já falei aqui no blogue e pequenas Prímulas. Fiquei excitado com o achado, nunca tinha encontrado prímulas selvagens! Vim a saber que nalguns trilhos de Alfândega elas são muito abundantes. Fiquei aborrecido quando uma pessoa arrancou uma destas plantas, mas o regulamento dos percursos é bem claro - estes procedimentos não são permitidos.
Foi com algum alívio que chegámos ao alto da Serra. A chuva não parou de chatear e a maior parte das pessoas estava encharcada. Eu nem cheguei a usar o impermeável que levava na mochila.
Terminada a caminhada, as carrinhas da autarquia levaram as pessoas de volta ou ao Hotel, ou à vila.
O percurso foi complicado, em termos climatéricos, mas despertou-me a vontade de o conhecer melhor. Como tinha na mochila mantimentos para um "almoço" ligeiro, decidi que continuaria na Serra, por mais algumas horas.
Percurso (pode não ser exactamente o percurso marcado, uma vez que o tracei, mais tarde, de memória).
Tratei da minha inscrição na caminhada, pelo telefone, junto do gabinete de Turismo da autarquia e, no dia marcado, tive de me levantar um pouco mais cedo para chegar atempadamente ao Hotel & SPA, um dos pontos de encontro dos participantes.
Logo à saída de Vila Flor comecei a achar que ia ser um dia em cheio. Estava um dia daqueles que ninguém escolheria para fazer uma caminhada no alto da serra, mas estas coisas não se adivinham. Parei inúmeras vezes antes de chegar ao sopé da serra. O nevoeiro quer no vale do Tua quer no da Vilariça, emprestava à paisagem um ar cénico, algo tenebroso, mas bonito. Estava tudo molhado e a chuva nunca se afastou.
Fui o primeiro a chegar ao local do encontro junto do Hotel. A maior parte dos participantes viria da Vila e iriam concentrar-se junto ao posto do Turismo.
Aproveitei para dar um passeio pelas imediações do Hotel e tirar algumas fotografias.
Pouco depois chegaram os restantes participantes. Fomos transportados para o alto da Serra para darmos início à caminhada. Julgo que se tratou da abertura de mais um trilho integrado na rede de percursos pedestres sinalizados pela autarquia de Alfândega da Fé. Este trilho denominado Trilho da Serra de Bornes, é um trilho de Pequena Rota, circular, com 8,9 km de extensão. Estes dados fui-os sabendo ao longo do percurso, nas conversas que mantive com vários participantes.
Mal a caminhada começou, recomeçou a chover e, penso que choveu durante toda a manhã. Os primeiros 2 Km são ao longo da crista da serra, por um estradão que dá acesso aos geradores de energia eólica. Não foi fácil manusear a máquina fotográfica só com uma mão, enquanto a outra segurava o guarda-chuva, mas foi o que fiz durante todo o percurso.
Como sempre, tudo na berma do caminho despertava a minha atenção, mas fiz os possíveis por não me afastar do grupo. A solução foi caminhar mais rapidamente que os restantes e depois aproveitar, enquanto esperava pelo grupo, fotografar a flora da serra. A minha ambição era encontrar alguma orquídea selvagem ou outras espécies interessantes, por isso prestei muita atenção a tudo à minha volta.
O grupo de participantes na caminhada, 24, era muito heterogéneo em idades. Pareceu-me que quase todos se conheciam e já tinham participado em caminhas anteriores, que foram comentando uns com os outros.
Eu aproveitei para conversar pessoas da organização, para saber como é que este conjunto de trilhos tinha surgido e das actividades já realizadas e das futuras.
Uma das preocupações no traçado dos percursos é a inclusão de núcleos urbanos, neste caso Vila Nova, da freguesia de Sambade.
Foi precisamente ao atravessar este pequeno lugar que me comecei a entusiasmar com as fotografias. Primeiro porque havia muitos castanheiros e caminhos muito bonitos ladeados por vegetação, depois porque os habitantes da aldeia com que nos cruzámos nos olhavam com curiosidade mas com muita simpatia.
É neste ponto que o percurso deixa de ser em descida (dos mais de 1100 metros aos 850 metros de altitude) e passa a ser em subida, terminando no alto da Serra, à mesma altitude a que foi iniciado.
Gostei mais da metade ascendente, apesar de chover com mais intensidade. No ribeiro, no centro de Vila Nova, algumas flores despertaram a minha atenção, mas não tive tempo suficiente para as fotografar. Felizmente voltei a encontrá-las. As duas espécies mais interessantes que encontrei foi a Aquilégia, de que já falei aqui no blogue e pequenas Prímulas. Fiquei excitado com o achado, nunca tinha encontrado prímulas selvagens! Vim a saber que nalguns trilhos de Alfândega elas são muito abundantes. Fiquei aborrecido quando uma pessoa arrancou uma destas plantas, mas o regulamento dos percursos é bem claro - estes procedimentos não são permitidos.
Foi com algum alívio que chegámos ao alto da Serra. A chuva não parou de chatear e a maior parte das pessoas estava encharcada. Eu nem cheguei a usar o impermeável que levava na mochila.
Terminada a caminhada, as carrinhas da autarquia levaram as pessoas de volta ou ao Hotel, ou à vila.
O percurso foi complicado, em termos climatéricos, mas despertou-me a vontade de o conhecer melhor. Como tinha na mochila mantimentos para um "almoço" ligeiro, decidi que continuaria na Serra, por mais algumas horas.
Percurso (pode não ser exactamente o percurso marcado, uma vez que o tracei, mais tarde, de memória).
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